Por que o Brasil possui um dos piores índices de educação do mundo?*


Filosofonet

Por Michel Aires de Souza 
 
Educação não é mercadoriaA pesquisa de uma das mais respeitadas consultorias sobre sistemas de ensino no mundo, Economist Intelligence Unit, coloca o Brasil em penúltimo lugar em um ranking sobre a qualidade da educação. A consultoria analisou habilidades cognitivas e desempenho escolar dos alunos em 40 países. A Finlândia e Coréia do Sul aparecem em primeiro lugar,  o Brasil e a Indonésia em últimos lugares.  Também no último relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco),  sobre o índice de desenvolvimento da Educação, feito em 128 países, o Brasil aparece na  88ª posição.  Países menos desenvolvidos apresentam uma posição melhor. O Brasil aparece ao lado de Honduras (87ª), Equador(81ª), Bolívia(79ª); mas está muito aquém de nossos vizinhos e parceiros comerciais, como  Argentina (38ª), Uruguai (39ª) e Chile(51ª). Esses dados demonstram que as políticas pedagógicas que norteiam a educação …

Ver o post original 3.518 mais palavras

Anúncios

Em comemoração ao dia do Índio: A História dos nossos Índios Paraíbanos!!!


Os índios da Paraíba

1 – Populações indígenas

Antes da chegada dos portugueses aqui na América e a conseqüente ocupação do território brasileiro, a Paraíba já era habitada por grupos indígenas que ocuparam primeiramente o litoral; pertenciam a grande tribo Cariri e vieram provavelmente da região amazônica.

Devido à sua agressividade, foram chamados de tapuias por outros nativos, o que significa inimigos. Por volta de 1500 chegaram novas famílias indígenas, pertencentes à Nação Tupi-Guarani: eram os Potiguaras, emigrados do litoral maranhense e que se situaram na parte norte do litoral paraibano, desde as proximidades da Baía da Traição até os contrafortes da Borborema, de onde moveram guerra aos Cariris; o resultado foi o deslocamento destes últimos, para as regiões sertanejas.

Na época da conquista da Paraíba – segunda metade do século XVI – chegaram outros silvícolas, dessa vez pertencentes à tribo Tabajara, também de origem Tupi-Guarani, mas logo tornaram-se inimigos tradicionais dos Potiguaras, fixando-se na várzea do rio Paraíba.

Na segunda metade do século XVII, a maior parte da população ainda era constituída de índios.

O nível de civilização do índio paraibano era considerável. Muitos sabiam ler e conheciam ofícios como a carpintaria. Esses índios tratavam bem os jesuítas e os missionários que lhes davam atenção.

A maioria dos índios estava de passagem do Período Paleolítico para o Neolítico. A língua falada por eles era o tupi-guarani, utilizado também pelos colonos na comunicação com os índios. O tupi-guarani mereceu até a criação de uma gramática elaborada pelo Padre José de Anchieta.


2 – Os Cariris

Os índios Cariris se encontravam em maior número que os Tupis e ocupavam uma área que se estendia desde o planalto da Borborema até os limites do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Os Cariris eram índios que diziam ter vindo de um grande lago. Estudiosos acreditam que eles tenham vindo do amazonas ou da Lagoa Maracaibo, na Venezuela.

A Nação Cariri dividia-se em várias tribos das quais citaremos apenas as que existiam em território paraibano e proximidades. Esses grupos na Paraíba eram os seguintes: Paiacus, Icós, Sucurus, Ariús, Panatis, Canindés, Pegas, Janduis, Bultrins e Carnoiós. Destes, os Tapuias Pegas ficaram conhecidos nas lutas contra os bandeirantes.

3 – Os Tupis

Os Tupis habitavam a zona mais próxima ao litoral e estavam divididos em Potiguaras e Tabajaras.

a) Tabajaras: Na época da fundação da Paraíba, os Tabajaras formavam um grupo de aproximadamente cinco mil pessoas. O seu nome indicava que viviam em tabas ou aldeias. Eram sedentários e de fácil convívio. A aliança que firmaram com os portugueses foi de grande proveito para os índios quando da conquista da Paraíba e fundação de João Pessoa.

Todos os aldeamentos ao sul do Cabo Branco pertenciam a indígenas dessa tribo e deram origem a muitas cidades e vilas, como, Aratagui (Alhandra), Jacoca (Conde), Piragibe (João Pessoa), Tibiri (Santa Rita), Pindaúna (Gramame), Taquara, Acaú, Pitimbu. Os Tabajaras parecem ter deixado o território paraibano em 1599.

b) Potiguaras: Eram mais numerosos que os Tabajaras e ocupavam uma pequena região nos limites do Rio Grande do Norte com a Paraíba. Estavam localizados na parte norte do rio Paraíba, curso do rio Mamanguape e serra da Copaoba, foram rechaçados para o Rio Grande do Norte e aldeiamentos na Bahia de Traição, onde ainda hoje se encontram seus remanescentes.

Esses índios locomoviam-se constantemente, deixando aldeias para trás e formando outra. Com esta constante locomoção os índios ocuparam áreas desabitadas. Da serra da Copaoba, para o Sul, excetuando-se as aldeias estabelecidas no litoral, ao que parece, em nenhum ponto se fixaram. Toda a região do Agreste Acatingado que se estende de Guarabira a Pedras de Fogo, passando por Alagoa Grande, Alagonha, Mulungu, Sapé, Gurinhém, desocupada, no dizer de Horácio de Almeida ou assim foi encontrada quando da conquista.

Os Potiguaras eram uma das tribos mais populosas da nação Tupi, desempenharam importante papel na guerra holandesa com cujos povos se aliaram. Anos antes eles também foram aliados dos franceses, que mantinham feitorias no estuário do Paraíba e Baía da Traição (Acejutibiró) e de onde faziam incursões até a serra da Copaoba (Serra da Raiz) para a extração do pau-brasil. Esses índios resistiram feroz e bravamente, desde o início da conquista portuguesa.

Ainda hoje, encontram-se tribos indígenas potiguaras localizadas na Baía da Traição, mas apenas em uma aldeia a São Francisco, onde não há miscigenados, pois a tribo não aceita a presença de caboclos, termo que eles utilizavam para com as pessoas que não pertencem a tribo.

Atualmente, as aldeias constituem reservas indígenas mal administradas pelo governo, e suas terras, quase todas, foram griladas por grandes proprietários e usinas da região, mencionando-se a Companhia de Tecidos Rio Tinto, hoje desativada.

A principal atividade desses índios é a pesca e em menor escala, a agricultura.

Pelo:

UMA HISTÓRIA DE REVOLUÇÃO OU DE CORRUPÇÃO?


Luto:

Direita Brasil Esquerda Online Povo Brasileiro Jrnews@ BBCNews, NewYork Times.

UMA HISTÓRIA DE REVOLUÇÃO OU DE CORRUPÇÃO?
por: Isaias Ferreira. Estudante de Geografia(UEPB/BR)

A respeito de ontem o que tenho que falar é que caiu um grande líder que fez muito pelo Brasil, mas que também se corrompeu pelo poder e pela corrupção. É lindo ver as massas se comovendo com o seu principal estopin, a história de luta do PT é incrível, mas a corrupção maculou e manchou o rol de grandes feitos, mas o que chocou foi que a mesma cena que se vi no discurso de Stalin, de Lênin, de Ritler , de tantos outros se repetiu, um discurso de massas, e um apelo pela subimissão ao um líder que promete revolucionar a história de um país, mas com uma diferença, não houve golpe de estado.

Foi claro, a inflamação da mutildão, capaz de causar uma revolução, mas que revolução se fundamenta em imacular um líder ao ponto dele não se por ao rigor da lei?

É certo que o povo deve se movimentar e requerer os seus direitos, mas o que é certo é certo, ao culpado a sua punição, ao inocente a sua liberdade, se Lula é inocente ou culpado eu não sei, mas a verdade há de transparecer em algum momento. Foi fato que nem as lideranças foram capazes de acalmar os ânimos da multidão inflamada, mas é parabenizável , o fato de O ex-presidente lula, ter percebido que a melhor coisa a fazer na sua situação era de se colocar de prontidão a justiça, pois se é inocente há de ser provado, se e réu a condenação é certa.

Então, ao meu modo de ver, a “Revolução” começou ontem, não pelos confrontos armados,nem pelo golpe de estado, mas pelo fato de o povo se mobilizar pelos seus ideias..

O que é certo ou errado, niguem mais sabe, pois a justiça se corrompeu, o povo se corrompeu e a liderança de nosso país não controla nem a si mesmo, mas a lição que tiramos disso é que nada, absolutamente nada dará certo se o mal da corrupção não for cortado pela raíz.(L.F.I)

Geologia&mineracao agradece a Deseja boas festas a todos!!! Feliz 2018✡ 


O site @geologiamineracao por parte de seus organizadores agradece a todos que acessaram, curtiram e compartilharam as suas publicações neste ano de 2017!!!

Aproveitamos o ensejo para demonstrar como a sua participação fez e faz a diferença, trouxemos os dados gerais do site e os indices de crescimento, acompanhe a baixo:

Idade do site: 1 ano e 6 meses( 2016-2017)

Visualizações 2016: 1.598

Visualizações 2017: 15.034( 940,8%)⬆

Visitantes 2016: 943

Visitantes 2017: 11.134(1180,7%)⬆

Curtidas 2016: 126

Curtidas 2017: 0 ( -126%) ⬇

Comentários 2016: 10

Comentários 2017: 256 ( 2560%)⬆

Neste periodo entre os anos de (2016-2017), o site cresceu muito graças a colaboração de cada um de vocês que nos ajudaram, foram 16.632 visualizações, 12.077 visitantes, 126 curtidas e 266 comentários durante todo este periodo.

Aqui estão os nossos agradecimentos e devidas felicitações pra o ano vindouro , um feliz 2018 de muita paz , amor e alegria!!!

Kimberlito a Rocha que Fareja Diamantes…


 

Kimberlito Rocha Vulcanica que Transporta Diamantes Para a Superficie:

Kimberlito é vulgarmente conhecido como a rocha que contêm diamantes. Na realidade, não é um tipo específico de rocha, mas sim um grupo complexo de rochas ricas em voláteis (dominante CO2), potássicas, ultramaficas híbridas com uma matriz fina e macrocristais de olivina e outros minerais como: ilmenita, granada, diopsidio, flogopita, enstatita, cromita.

 

O clã dos kimberlitos são divididos em dois grupos [1] [2]

Grupo I: Tipicamente ricos em CO2 e empobrecidos em potássio em relação aos do grupo II. Corresponde à rocha original encontrada em Kimberley, na África do Sul.

Grupo II: Tipicamente ricos em água, apresentam matriz rica em micas e também calcita, diopsídio e apatita, e correspondem ao kimberlitos lamprofíricos ou micáceos.

Os kimberlitos são formados pela fusão parcial do manto a profundidades maiores que 150 km. O magma kimberlítico durante sua ascenção do manto para a crosta, comumente, transporta fragmentos de rochas e minerais – também conhecidos como xenólitos e xenocristais (entre eles o diamante).

 O kimberlito pode trazer diamante até a superfície desde que tenha passado por regiões no manto/crosta que fossem ricas neste mineral e que sua velocidade de ascensão seja rápida o suficiente para não desestabilizar a estrutura do diamante, que caso contrário se converteria em grafite (polimorfo estável do carbono na pressão ambiente).

 Ressalta-se, portanto, que o magma que forma o kimberlito não é o produtor de diamante, apenas um meio de transporte.

No Brasil diversos kimberlitos foram encontrados desde a década de 1970, no entanto, poucos foram estudados para a compreensão dos mecanismos de colocação destes corpos ou do tipo de manto amostrado por estes magmas.

 Referências

↑ Smith, C. B., Gurney, J.J., Skinner, E. M. W., Clement, C. R., Ebrahim, N., 1985. Geochemical Character of southern African kimberlites: a new approach based upon isotopic constraints. Trans. Geol. Soc. S. Africa 88, p. 267-280↑ Skinner, E.M.W., 1989. Constrasting group-1 and group-2 kimberlite petrology: towards a genetic model for kimberlite. In. Proc. Fourth Int Kimberlite Conf. Geol Solc. Aust, Spec. Publ, 14, p. 528-544.↑ Wagner, P.A., 1914. The diamond fields of Southern Africa. Transvaal Leader, Joahannesburg, South Africa.↑ Thomaz, Leandro Vasconcelos. Estudo petrográfico e química mineral da intrusão kimberlítica Régis, no Oeste de Minas de Gerais. 2009. Dissertação de Mestrado. Disponível emhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44143/tde-19082009-094419/pt-br.php

Por  AngelFire.com .

    Ilustração como Kimberlito Transporta o diamante

  As fontes primárias dos diamantes – os kimberlitos – aparecem normalmente na forma de chaminés intrusivas na crosta, podendo apresentar contribuições variáveis de xenólitos das rochas por onde passou a intrusão. 

Os kimberlitos são rochas híbridas, ultrabásicas, potássicas e ricas em voláteis (CO2 e H2O), compostas por fragmentos de eclogitos e/ou peridotitos, em uma matriz fina formada essencialmente de olivina (predominante), flogopita, calcita, serpentina, diopsídio, granada, ilmenita e enstatita (Chaves & Chambel, 2003).

O diamante se forma numa área delimitada pela interseção entre o Manto Superior e a região basal da Litosfera, onde esta se torna mais espessa. Esta área bem delimitada se denomina de Janela do Diamante. O seu limite superior é a isotermal de 900oC e o limite inferior, de 1200oC. 

Abaixo da curva do Manto Superior está a zona de equilíbrio do diamante e acima, a zona de equilíbrio da grafita. A gênese do diamante exige uma profundidade entre 150 e 200 km (acompanhe a curvatura da figura).

 

 Esta figura (acima) mostra o início da ascensão da chaminé kimberlítica, a partir do Manto Superior, transportando os cristais de diamante no seu interior.

Concluída a sua ascensão, a chaminé kimberlítica atinge a superfície do terreno.

 Observe que o kimberlito estéril (barren kimberlite) se encontra na zona de equilíbrio da grafita, não podendo, portanto, conter diamante. 

Fonte de pesquisa: 

 Postado há 21st August 2012 por Loja Cristaisdecurvelo  

Recuperação de Áreas de Voçorocas na Cidade. 


Técnica Recuperação  de Voçorocas na Cidade. 

 FERNANDA YONEYA – O ESTADO DE S.PAULO

16 Abril 2008 | 00h39 

 Método utiliza barreiras físicas para conter processo erosivo e[br]promove a revegetação da área com leguminosas.O mau uso do solo provoca um problema verificado no País inteiro: as voçorocas. 

Caracterizadas por depressões e sulcos no relevo do terreno, além de provocarem a perda de 600 milhões de toneladas de solo por ano, as voçorocas assoreiam rios e outros corpos de água. ”É a erosão em estágio avançado”, explica o pesquisador Alexander Silva de Resende, da Embrapa Agrobiologia. Há cinco anos, a Embrapa iniciou, no município de Pinheiral (RJ), projeto de recuperação de áreas atingidas por voçorocas.

 Uma das soluções propostas pelos pesquisadores é a construção de ”paliçadas”, barreiras físicas feitas de bambu ou pneus velhos. ”Essas barreiras diminuem o impacto da água das chuvas na área já degradada”, diz Resende. 

Com as barreiras segurando os sedimentos, faz-se, em seguida, no entorno e no fundo da voçoroca, o plantio de mudas de plantas para promover a revegetação do local.

 MÉTODO SIMPLES A metodologia é simples e tem sido aplicada com sucesso. Segundo a Embrapa, a contenção alternativa reduz o carreamento de sedimentos em 90% já no primeiro ano e, após cinco anos, atinge 98%, auxiliada pela cobertura vegetal formada por folhas e galhos. ”Essa manta orgânica atua como uma ”esponja”, que amortece o impacto da água, promove a infiltração mais lenta e freia o efeito erosivo.

” O número de paliçadas varia conforme o tamanho da voçoroca, mas, em geral, coloca-se uma barreira a cada 5 metros, em pontos da voçoroca nos quais a terra ainda está firme. No caso do bambu gigante, deve-se usá-lo ainda verde. ”Colocamos as paliçadas apoiadas e encravadas no terreno firme das laterais.” A paliçada de bambu é formada por dois ou três colmos na vertical e os demais na horizontal, presos com arame queimado, formando um ”muro”. 

Em seguida, do lado da chegada da água, a paliçada é coberta por sacos de ráfia, que servem como um ”filtro” de sedimentos. Com os pneus, são colocados bambus no centro e, em cada bambu, são encaixados cinco pneus. Em seguida, os pneus são enchidos com terra e, na frente, são colocados sacos de ráfia presos com arame.

Os índios Parahybanos.


1 – Populações indígenas

Antes da chegada dos portugueses aqui na América e a conseqüente ocupação do território brasileiro, a Paraíba já era habitada por grupos indígenas que ocuparam primeiramente o litoral; pertenciam a grande triboCariri e vieram provavelmente da região amazônica.

Devido à sua agressividade, foram chamados de tapuias por outros nativos, o que significa inimigos. Por volta de 1500 chegaram novas famílias indígenas, pertencentes à Nação Tupi-Guarani: eram os Potiguaras,emigrados do litoral maranhense e que se situaram na parte norte do litoral paraibano, desde as proximidades da Baía da Traição até os contrafortes da Borborema, de onde moveram guerra aos Cariris; o resultado foi o deslocamento destes últimos, para as regiões sertanejas.

Na época da conquista da Paraíba – segunda metade do século XVI – chegaram outros silvícolas, dessa vez pertencentes à tribo Tabajara, também de origem Tupi-Guarani, mas logo tornaram-se inimigos tradicionais dos Potiguaras, fixando-se na várzea do rio Paraíba.

Na segunda metade do século XVII, a maior parte da população ainda era constituída de índios.

O nível de civilização do índio paraibano era considerável. Muitos sabiam ler e conheciam ofícios como a carpintaria. Esses índios tratavam bem os jesuítas e os missionários que lhes davam atenção.

A maioria dos índios estava de passagem do Período Paleolítico para o Neolítico. A língua falada por eles era o tupi-guarani, utilizado também pelos colonos na comunicação com os índios. O tupi-guarani mereceu até a criação de uma gramática elaborada pelo Padre José de Anchieta.

2 – Os Cariris

Os índios Cariris se encontravam em maior número que os Tupis e ocupavam uma área que se estendia desde o planalto da Borborema até os limites do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Os Cariris eram índios que diziam ter vindo de um grande lago. Estudiosos acreditam que eles tenham vindo do amazonas ou da Lagoa Maracaibo, na Venezuela.

A Nação Cariri dividia-se em várias tribos das quais citaremos apenas as que existiam em território paraibano e proximidades. Esses grupos na Paraíba eram os seguintes: Paiacus, Icós, Sucurus, Ariús, Panatis, Canindés, Pegas, Janduis, Bultrins e Carnoiós. Destes, os Tapuias Pegas ficaram conhecidos nas lutas contra os bandeirantes.

3 – Os Tupis

Os Tupis habitavam a zona mais próxima ao litoral e estavam divididos em Potiguaras e Tabajaras.

a) Tabajaras: Na época da fundação da Paraíba, os Tabajaras formavam um grupo de aproximadamente cinco mil pessoas. O seu nome indicava que viviam em tabas ou aldeias. Eram sedentários e de fácil convívio. A aliança que firmaram com os portugueses foi de grande proveito para os índios quando da conquista da Paraíba e fundação de João Pessoa.

Todos os aldeamentos ao sul do Cabo Branco pertenciam a indígenas dessa tribo e deram origem a muitas cidades e vilas, como, Aratagui (Alhandra), Jacoca (Conde), Piragibe (João Pessoa), Tibiri (Santa Rita), Pindaúna (Gramame), Taquara, Acaú, Pitimbu. Os Tabajaras parecem ter deixado o território paraibano em 1599.

b) Potiguaras: Eram mais numerosos que os Tabajaras e ocupavam uma pequena região nos limites do Rio Grande do Norte com a Paraíba. Estavam localizados na parte norte do rio Paraíba, curso do rio Mamanguape e serra da Copaoba, foram rechaçados para o Rio Grande do Norte e aldeiamentos na Bahia de Traição, onde ainda hoje se encontram seus remanescentes.

Esses índios locomoviam-se constantemente, deixando aldeias para trás e formando outra. Com esta constante locomoção os índios ocuparam áreas desabitadas. Da serra da Copaoba, para o Sul, excetuando-se as aldeias estabelecidas no litoral, ao que parece, em nenhum ponto se fixaram. Toda a região do Agreste Acatingado que se estende de Guarabira a Pedras de Fogo, passando por Alagoa Grande, Alagonha, Mulungu, Sapé, Gurinhém, desocupada, no dizer de Horácio de Almeida ou assim foi encontrada quando da conquista.

Os Potiguaras eram uma das tribos mais populosas da nação Tupi, desempenharam importante papel na guerra holandesa com cujos povos se aliaram. Anos antes eles também foram aliados dos franceses, que mantinham feitorias no estuário do Paraíba e Baía da Traição (Acejutibiró) e de onde faziam incursões até a serra da Copaoba (Serra da Raiz) para a extração do pau-brasil. Esses índios resistiram feroz e bravamente, desde o início da conquista portuguesa.

Ainda hoje, encontram-se tribos indígenas potiguaras localizadas na Baía da Traição, mas apenas em uma aldeia a São Francisco, onde não há miscigenados, pois a tribo não aceita a presença de caboclos, termo que eles utilizavam para com as pessoas que não pertencem a tribo.

Atualmente, as aldeias constituem reservas indígenas mal administradas pelo governo, e suas terras, quase todas, foram griladas por grandes proprietários e usinas da região, mencionando-se a Companhia de Tecidos Rio Tinto, hoje desativada.

A principal atividade desses índios é a pesca e em menor escala, a agricultura.